.posts recentes

. Amor incondicional

. Mel c- First Day Of My Li...

. Descartavéis

. Espirito Natalicio

. Limites

. Um dia...

. Silêncio

. Perdida...

. Maria do Rosário Pedreira...

. Orvalho da Alma

.arquivos

. Setembro 2006

. Fevereiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

Segunda-feira, 29 de Agosto de 2005

Mãe

Hoje vou fazer uma homenagem á minha mãe!

Não não é uma daquelas homenagens onde se junta a familia,mas sim transcrever os meus sentimentos que tenho por ela,mas que o meu feitio e a vida não me permitem que lhe diga directamente.Talvez seja mais correcto chamar-lhe "carta á minha mãe"

Como sei que ninguém que a conhece ou me conhece lê o blog,sinto-me á vontade para o fazer aqui.Talvez um dia, quem sabe eu o faça directamente.
A minha sobrinha sabe deste blog,mas duvido que o leia,portanto posso escrever...

Á medida que o tempo avança, nesta minha vida de mãe,as tuas palavras sábias são como um eco dentro de mim,pois dizias-me muitas vezes que só quando fosse mãe te saberia dar o devido valor.
E realmente é verdade,pois não somos seres perfeitos,e mãe não é sinónimo dessa perfeição.Quando temos filhos não nos dão cursos para sabermos como deveremos ser como pais.E mesmo que dessem o que é a teoria perante os problemas práticos?
Cada ser vem marcado com a sua personalidade,e nem mesmo uma educação de mãe pode tornear a personalidade alheia.
Quando somos filhos sabemos apontar todos os fracassos para quem nos educou,talvez como forma de minimizar certos desgostos.
Mas essa não é a realidade.
A cada dia que passa te sei valorizar mais,pois eu propria sei o quanto te esforçaste para que eu fosse um ser bem formado.Assim como eu tento fazer com os meus filhos.
Se houve algo que nunca me faltou na vida,vindo de ti e também do pai,foi carinho e amor.
Algo que hoje em dia já não há tempo para dar.
Sempre me respondeste ás minhas perguntas na idade dos porquês,com uma paciência que eu não tenho para responder aos meus filhos.Sim eu recordo-me imensas vezes de dizeres que a Enfermeira Penteado(engraçado recordo-me sempre do nome dela),te ensinou que deveria-se sempre responder ás curiosidades das crianças e tu pacientemente o fazias.

A vida prega-nos partidas e a nós mãe,foram demais,quer dizer...a ti ,a vida soube ser cruel.
Perdeste o grande e unico amor da tua vida muito cedo e com isso tornaste-te obcessiva comigo.E eu um dia cresci e tu apenas não compreendeste e alimentaste-te de tristeza por eu crescer.
E aí deu-te esse maldito avc que te prendeu á cadeira de rodas.Não me posso culpabilizar pelo facto,mas que secalhar contribui ,não posso negar.Apenas porque não te soube compreender.E parti rumo á minha vida.Parti de certo modo para constituir a minha propria familia.Só não consigo compreender porque ficaste contra a pessoa que amava e amo,visto teres sido tu quem nos apresentou e quem no fundo torceu para que esse namoro existisse.
Mas tu também não me compreendeste...
Afinal de contas ninguém me compreendeu,o que até sei o porque,pois a menina atinada,virou rebelde,se é que lutar por quem se ama pode ser rebeldia...
E ninguém nos conseguiu ajudar visto sermos os dois um casal muito novo,nem compreender.
Sei que esta parte possa ser desagradavel,mas não estaria a ser sincera se não explanasse os factos,mesmo que eles não sejam só agradaveis.

Apenas te posso dizer mãe,que a cada dia que passa,sinto mais que te amo e que esse amor apenas foi beliscado.E se não sou mais presente é porque também eu tenho que cuidar dos meus.E como tu e a pessoa que amo não se dão,tenho que me tornar distante.
E essa distancia não se prende só a esse facto.
Pois coração que não vê é coração que não sente.Pois quando te vejo acredita que fico com o coração em mil pedaços,por estar ausente,e pela tua situação de saude.
Pois quando te visito,muitas são as vezes que ao sair de tua casa e ao entrar no carro passo o caminho a chorar.Mas nunca á tua frente!Sabes bem que nesse sentido sempre adoptei uma postura fria.

Só sei que hoje tenho pensado em ti,pois desde que foste de férias os teus telefonemas de mãe estão a fazer falta.Não que eu não te possa telefonar,mas creio que assumo esses telefonemas como a certeza de saber que gostas de mim.E se for eu a fazê-los sinto que não é a mesma coisa,por mais que tu gostes.
E como hoje e não sei porquê estou a sentir a tua falta,vou-te telefonar de seguida.Quero o teu colinho.Não que eu esteja triste.Mas apetece-me.E sabes sinto falta daquela mãe porreira que eu tinha,em que muitas dos serões eram passados refastelada no sofá com a cabeça no teu colo.
Vou-te telefonar de seguida.Até pensei dizer-te tudo isto,pois um dia pode ser tarde....mas devido ao teu estado de saude há certas emoções que sei que não tas posso dar.Tenho medo que não te aguentes.Pois nem so de tristezas uma pessoa pode ter avcs,mas também de emoções de alegria.

Um grande beijo minha mãe.
E espero que um dia eu te saiba dizer que te Amo.
PR

publicado por gpr às 11:26

link do post | comentar | favorito
|

2 comentários:
De panpanisca a 1 de Setembro de 2005 às 17:03
Realmente só quando crescemos conseguimos dar o devido valor às nossas mães e por vezes chegar à conclusão que nem sempre fomos justas com elas! Jocas


De ALUENA a 29 de Agosto de 2005 às 23:06
AMA a TUA MÃE DE TODO O TEU CORAÇÃO. APROVEITA TODOS OS MOMENTOS JUNTAS, SÃO PRECIOSOS. QUE DEUS VOS AMPARE EM TÃO LINDA RELAÇÃO DE MÃE E FILHA.
Vem tomar 1BICA e ajudar o IPO se puderes.
Deixo BEIJOS DOCES.


Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2006

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


.Fazer olhinhos

blogs SAPO

.subscrever feeds