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Sexta-feira, 15 de Setembro de 2006

Amor incondicional

No Domingo li a revista do correio da manhã,até aqui nada de novo,mas aquelas três mães sensibilizaram-me,pelo seu amor incondicional e pela sua luta.
E talvez isso não me tocasse tanto caso não me tivesse visto a braços com o internamento de um dos meus pequenos nestas férias.Não foi nada de muito grave,mas deu para perceber o quão impotentes nos sentimos perante um filho nosso numa cama.
Abisma-me pensar no nosso próprio egoísmo perante a desconfiança de que é uma doença grave e de como mesmo que não queiramos pensamos logo "-Porquê o meu filho?"egoísmo não é?"Mas quando nos toca a nós...
E assim percebi um pouco que por vezes pequenas gestos fazem diferença para quem procura um pouco de conforto.Eu digo conforto e não pena,porque não há coisa pior para uma mãe do que ver os olhares piedosos e de pena quando o nosso filho passa pelos corredores do hospital numa cama e aí sim acho que começamos a cair á terra e apercebemo-nos daquilo que não queremos ver.
O facto de perante uma criança termos que ter mais cuidado e força para não chorar á frente delas,apenas cerramos os dentes e aguentamo-nos com toda a força até que se possa estar sós,mas até esse estar só é dificil por segundos.É dificil ir á rua e deixar mesmo que por instantes aquele ser ali só,mesmo sabendo que ficam rodeados por pessoal hospitalar competente.
Sim que nisso vi-me rodeada por gente competente e que humanamente quer para as crianças quer para os pais são pessoas não podiam ser melhores.Sempre com cuidado quer que a criança se sentisse confortavél quer com quem a acompanha nesses dias de internamento.
Aproveito para AGRADECER infinitamente a todo o pessoal quer da urgencia pediatrica quer da pediatria do HG
Aproveito também para dizer que para além do nosso amor incondicional que temos pelos filhos, há também a amizade e posso dar-me por feliz por ter amigas excepcionais que na estadia do meu pequenote tentaram ajudar-me em tudo.A elas agradeço.Uma delas é que nesses dias me levou roupa e constantemente me telefonava a saber do que precisava.Sim porque nisso os homens são cá uns enrascadinhos...(bem nem todos)Se não fosse essa minha amiga andava no hospital com a pior roupa...lol,que foi o que aconteceu no primeiro dia que me levou roupa.Tive a sorte que ou por telefonema ou apenas passando pelo hospital numa visita rápida sempre tive as verdadeiras amigas por perto.A elas também um grande OBRIGADO.
Por vezes amámos mais os nossos filhos do que pensamos e a este tipo de amor chamo incondicional.

Para ele foi o máximo toda aquela novidade,e com todo o apoio prestado no hospital não ficaram marcas negativas e o rapaz até quer lá ir dar beijinhos ás enfermeiras e educadoras e hoje a grande novidade das férias que contou ao professor foi que esteve internado e que foi muito fixe lol.Mas cá para nós o fulaninho não achou assim tanta piada ao tubinho ke lhe espetaram na mão,que essa parte não quer repetir.hehehhehe

publicado por gpr às 15:19

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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2006

Mel c- First Day Of My Life

So I found a reason to stay alive
Try a little harder see the other side
Talking to myself
Too many sleepless nights
Trying to find a meaning to this stupid life
I don’t want your sympathy
Sometimes I don’t know who to be
Hey what you're looking for
No one has the answer
They just want more
Hey who’s gonna make it right
This could be the first
Day of my life


So I found a reason
To let it go
Tell you that I’m smiling
But I still need to grow
Will I find salvation in the arms of love


Will it stop me searching will it be enough


I don’t want your sympathy
Sometimes I don’t know who to be
Hey what you're looking for
No one has the answer but you just want more
Hey who’s gonna make it right
This could be the first day of my life


The first time to really feel alive
The first time to break the chain
The first time to walk away from pain


Hey what you're looking for
No one has the answer we just want more
Hey who’s gonna make it right
This could be the first day of your life
Hey what you're looking for
No one has the answer they just want more
Hey who’s gonna shine alight?
This could be the first day of my life







Podem ver o video aqui:

http://www.melaniec.net/

publicado por gpr às 23:55

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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2005

Descartavéis

Para ti
as pessoas são descartavéis.
Usas-as enquanto te é util,
e depois eliminas-as.
Não sei se o fazes consciente
ou inconscientemente.
Não sei se por maldade...
Ou se por defeito de feitio.
Não sei mesmo se eu propria
faço parte desse rol
ou se apenas deixei de ser
aquele electrodoméstico ultrapassado,
ainda util mas fora de moda.
Um dia quem sabe
alguem faça de ti também
algo que se descarta.
Que se canse de te ser util.
Afinal os proprios electrodomésticos
também têm avarias
que não valem a pena reparar!
E o meu tempo de uso e abuso está
a esgotar-se!

PR
20/12/2005

publicado por gpr às 00:37

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Espirito Natalicio

Pois é,para variar mais um ano...
E o meu espirito natalicio creio que foi desta que emigrou.
Não fiz a arvore de Natal e o unico remorso que possa existir é pelos miudos.
Mas creio que até para eles não faz grande diferença,visto que a avó ja a fez.
Férias de Natal e eles ate ja se pisgaram para lá.Se bem que sempre vai dando para ter tempo para arrumar as coisas cá por casa,mas sinto que o meu papel se está a desvanecer.
Prendas???Nem uma comprei!Apenas ofereci uma porque já a tinha pintado de forma personalizada,e assim obrigo-me a oferecer mais uma ou duas para não haver discriminações de afecto.Mas isto em termos de amizade,porque familiar nem uma prenda.
Afinal por pior que seja para os miudos,é a hora de ver até que ponto há a noção de que isto é uma familia ou não.
Visto que quem faz esse elo parecer forte sou eu,este ano creio que o vou quebrar explicando depois a quem de direito o porque de este ano não haver Natal.
Afinal não costuma haver mesmo,porque os que existiram sempre foram de uma forma semi-camuflada por mim para que os miudos não sofram.
Mas será que não sofrem???

Estou na duvida se deixarei o rio correr braviamente ou se terei que lhe dar o rumo...não sei sinceramente se me imponha para que este Natal como muitos os outros não passe a consoada sozinha, para que os miudos tenham um Natal como todos.Mas quem sofre com esta minha acção???Pois....eu sei quem.Mas se os deixar ir quem sofre como muitos outros anos...estarei a ser egoísta?
Ou será que deva mudar completamente o rumo deste rio,que corre sempre para o mesmo lado?

Por tudo isto,por toda a minha vivencia passada e principalmente a actual,o espirito natalicio nao está presente,que mais não seja para sofrer menos.Por tudo isto gostava de poder ter uma borracha do tempo,e apagar estes dias !

Contudo,desejo-vos um Feliz Natal,pois os outros não têm culpa de me sentir assim.

Beijokassssssss

publicado por gpr às 00:25

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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2005

Limites

O limite da força chegou
e com ele levou toda a auto-estima
em que a vida parece perdida
E a solução tarda em se apresentar.
A vida...
Essa não faz sentido
quando se chega ao limite
seja do que fôr
E não estou aqui,
apenas a falar de amor
Porque esse é um mal menor
Mas sim de um todo.
O limite esse grita dentro de mim
Chama-me á razão
sem que para isso encontre a explicação
Porque a força interior partiu
e deixou-me vazia
Quero lutar contra
os demónios que por mim chamam
Mas nesta luta desigual não sei quem perde
ou quem ganha
Porque ganhar seria perder e perder
talvez fosse ganhar....
Apenas sei que quero lutar,vencer
viver ou até morrer
Mas deixar de sentir o que sinto
neste momento em que o limite
chegou ao seu final.

PR
24/11/2005

publicado por gpr às 01:51

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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2005

Um dia...

Um dia...
Escreverte-ei uma carta
em que estrão contidas todas as cartas
Que imagináriamente escrevi para ti
e que nunca te entreguei...

Um dia...
Entregarte-ei todos os pensamentos amargos
que não tive coragem de te entregar
para que não partisses...

Um dia...
Saberás tudo o que me magoou
todos os meus erros
e todos os teus erros
que escrevo em papeis perdidos
e encerrados em gavetas...

Um dia...
Saberás todos os meus silêncios
todas as minhas solidões
provocadas pela tua ausencia
mesmo quando presente..

Mas nesse mesmo dia...
Será tarde para voltar atrás
porque nesse mesmo dia já terei partido
para um caminho sem volta...

E nesse dia...
Não te atrevas sequer a chorar
porque não permitirei nem uma lagrima
nem um arrependimento
porque chorar pelos que partiram não adianta
e somente o é permitido por um verdadeiro Amor...

PR
13/11/2005

publicado por gpr às 02:24

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Silêncio

O silêncio é a alma da solidão

PR
13/11/2005

publicado por gpr às 02:16

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Perdida...

Estou perdida na noite
entre o mato tenebroso e escuro
Em que todos os sons me assustam
e não encontro o caminho;
o caminho de regresso
O dia poderá voltar a brilhar,
mas eu continuarei na escuridão
Sem rumo
Sem vida própria
Porque a vida será sempre
vivida na escuridão deste mato
em que não se encontram respostas...

PR
13/novembro/05

publicado por gpr às 02:14

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Domingo, 23 de Outubro de 2005

Maria do Rosário Pedreira, O Canto do Vento nos Ciprestes

"Quando eu morrer, não digas a ninguém que foi por ti.
Cobre o meu corpo frio com um desses lençóis
que alagámos de beijos quando eram outras horas
nos relógios do mundo e não havia ainda quem soubesse
de nós; e leva-o depois para junto do mar, onde possa
ser apenas mais um poema - como esses que eu escrevia
assim que a madrugada se encostava aos vidros e eu
tinha medo de me deitar só com a tua sombra. Deixa
que nos meus braços pousem então as aves (que, como eu,
trazem entre as penas a saudades de um verão carregado
de paixões). E planta à minha volta uma fiada de rosas
brancas que chamem pelas abelhas, e um cordão de árvores
que perfurem a noite - porque a morte deve ser clara
como o sal na bainha das ondas, e a cegueira sempre
me assustou (e eu já ceguei de amor, mas não contes
a ninguém que foi por ti). Quando eu morrer, deixa-me
a ver o mar do alto de um rochedo e não chores, nem
toques com os teus lábios a minha boca fria. E promete-me
que rasgas os meus versos em pedaços tão pequenos
como pequenos foram sempre os meus ódios; e que depois
os lanças na solidão de um arquipélago e partes sem olhar
para trás nenhuma vez: se alguém os vir de longe brilhando
na poeira, cuidará que são flores que o vento despiu, estrelas
que se escaparam das trevas, pingos de luz, lágrimas de sol,
ou penas de um anjo que perdeu as asas por amor."

Maria do Rosário Pedreira, O Canto do Vento nos Ciprestes


"Se partires, não me abraces - a falésia que se encosta
uma vez ao ombro do mar quer ser barco para sempre
e sonha com viagens na pele salgada das ondas.

Quando me abraças, pulsa nas minhas veias a convulsão
das marés e uma canção desprende-se da espiral dos búzios;
mas o meu sorriso tem o tamanho do medo de te perder,
porque o ar que respiras junto de mim é como um vento
a corrigir a rota do navio. Se partires, não me abraces -

o teu perfume preso à minha roupa é um lento veneno
nos dias sem ninguém - longe de ti, o corpo não faz
senão enumerar as próprias feridas (como a falésia conta
as embarcações perdidas nos gritos do mar); e o rosto
espia os espelhos à espera de que a dor desapareça.

Se me abraçares, não partas. "

Maria do Rosário Pedreira, O Canto do Vento nos Ciprestes

publicado por gpr às 23:49

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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2005

Orvalho da Alma

Pequenas gotas rolam sob a face
Sem que uma só palavra seja pronunciada
Fruto de uma tristeza declarada
Em que não há palavras que a descrevam
São angústias acumuladas ao longo do tempo
Resultado de grande sofrimento
Em silêncio para que o vento
Não se transforme em tempestades
E as pequenas gotas de orvalho
lá vão correndo pela face
Aliviando as dores da Alma
E acalmando o amargo sentimento
Afinal,lágrimas são gotas de orvalho
O orvalho da Alma...

30/11/2004
PR

publicado por gpr às 23:34

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